[AL CE] Move Ceará recebe demandas de setores produtivos do Sertão Central cearense

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Lideranças dos setores de Agricultura Familiar, Agronegócio e Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) da macrorregião do Sertão Central cearense participaram, na manhã desta quinta-feira (07/04), do oitavo encontro do Move Ceará. Iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) em parceria com a plataforma TrendsCE, o evento ocorreu no auditório da escola Coronel Humberto Bezerra, no município de Quixeramobim.

Segundo Luiza Martins, secretária executiva do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Alece, o conselho tem o papel de auxiliar os deputados em temáticas específicas, realizando estudos e pesquisas que poderão subsidiar a elaboração de leis. “Ano que vem teremos a votação do Plano Plurianual (PPA), no qual os orçamentos são pré-reservados para todo tipo de projeto. Se não tiver no PPA, não existe, não é executado. E a gente tem levantado demandas importantes, factíveis de acontecer, que podem se transformar em programas e até serem resolvidas em curto prazo”, explicou.

Mariana Chaves, coordenadora do Move CE, destacou que o projeto tem como propósito “movimentar a economia”, como o próprio nome indica, e identificar as demandas atualizadas dos setores produtivos no período pós-pandêmico. “Vimos que alguns setores produtivos eram prioritários e resolvemos, pela primeira vez, dividir o estudo por macrorregião, identificando as demandas importantes dentro desses setores”, comentou.

Para o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, o projeto do Move CE é um “momento histórico” e representa uma oportunidade de expressar as preocupações dos principais setores produtivos da macrorregião. Ele ressaltou o “equilíbrio fiscal invejável” do Ceará, frisando que o PPA precisa ser regionalizado, sobretudo na área de desenvolvimento econômico, uma vez que a grande concentração dos investimentos está em Fortaleza e litoral cearense. “Todos esses municípios recebem grandes investimentos em estradas, turismo, energia eólica, algo que o sertão não tem”, apontou.

AÇÕES

Anderson Gonçalves, analista do Sebrae, contou que, com a pandemia, houve uma preocupação em “tecnificar” os produtores, para que pudessem trabalhar também de maneira on-line, no entanto, o dia a dia no campo também é necessário. Conforme ressaltou, entre as principais dificuldades dos produtores está a análise dos custos da produção para melhor ajuste dos preços. “Ele sabe o preço que ele vende, mas não sabe quanto gastou para produzir. Tem produtor que produz a mais de R$ 4 o litro e vende a R$ 1,70. Tem que analisar melhor, montar um plano de ação e executá-lo para que esse produtor tenha lucro”, frisou.

Conforme Antônio Carlos Isidoro, apicultor de Solonópole, a pandemia da Covid-19 e a baixa precipitação de chuvas afetaram a produção, o fornecimento e a comercialização não só da atividade apícola, como de todo o setor agrícola. Ele relatou que um dos grandes entraves do começo da atividade era a comercialização, o que já foi superado. “As empresas já estão priorizando nosso mel e, pela quinta vez, temos o melhor mel do Ceará”, comemorou.

O secretário de Agricultura do município de Pedra Branca, Reginaldo Souza da Cruz, assinalou que o município é responsável por cerca de 50% da produção bovina que alimenta a capital cearense e apontou a má qualidade das estradas como o maior problema do setor agrícola, o que tem dificultado o escoamento da produção. Ele também chamou a atenção para a carência de assistência técnica. “Precisamos de mais técnicos para que essa assistência técnica possa chegar a todos os produtores”, reivindicou.

Já o secretário de Agricultura de Mombaça, Jean Faustino, indicou a necessidade de incentivar as cadeias produtivas do leite e da apicultura, pois estão presentes em todos os municípios do sertão cearense. Para isso, recomendou o abaulamento das estradas vicinais, comentando que as más condições das estradas figuram entre as principais reclamações dos compradores de mel. O secretário também reiterou a importância da assistência técnica para os produtores, que, segundo ele, encontra-se praticamente ausente. “Quando se fala em produção e qualidade, sem assistência técnica não vamos chegar a lugar nenhum”, frisou.

No período da tarde, o Move Ceará prosseguiu o diálogo com representantes dos setores de Turismo e Saúde da macrorregião. O projeto visita ainda, nesta sexta-feira (08/04), o município de Quixadá, onde irá debater as demandas do setor de TICs. O encontro acontecerá na Sala Multiúso do campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) de Quixadá.

MOVE CEARÁ

Resultado da parceria entre a Assembleia Legislativa do Ceará, por meio do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, e a plataforma de negócios TrendsCE, o Move CE revisitou importantes planos de desenvolvimento econômico em execução no Ceará. A partir do diagnóstico já realizado pelos estudos, o projeto se dedica à priorização de ações de curto prazo por meio da escuta ativa dos principais agentes estratégicos e atores do Estado a partir da realização de 14 encontros regionais, um em cada macrorregião cearense.

Já foram realizados encontros regionais em Fortaleza, Crato, Sobral, Camocim, Aracati, Baturité e Canindé. Nos próximos meses, o Move Ceará continuará sua rota estratégica pelas macrorregiões cearenses, com encontros nos municípios de Iguatu (Centro-Sul), Itapipoca (Litoral Oeste/Vale do Curu), Tianguá (Serra da Ibiapaba), Crateús (Sertão de Crateús), Tauá (Sertão dos Inhamuns) e Limoeiro do Norte (Vale do Jaguaribe).

Todo o levantamento estratégico das macrorregiões do Ceará estará disponível na plataforma Move Ceará, que agrupa o acervo completo de notícias e materiais acerca dos trabalhos em desenvolvimento no Estado.

Fonte: https://www.al.ce.gov.br/index.php/ultimas-noticias/item/100775-0704-bd-move-ce-quixeramobim

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