Oportunidades da cadeia produtiva da moda no Sertão de Sobral

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Representantes da cadeia produtiva da moda da Macrorregião do Sertão de Sobral participaram do terceiro encontro do Move Ceará na tarde da última quarta, 2, para apresentar as demandas prioritárias do setor. O evento aconteceu em formato virtual e debateu os principais gargalos e oportunidades para o crescimento da Economia da Moda na macrorregião.

Edisse Cunha, proprietária de uma loja de vestuário no município de Sobral, pontuou os principais desafios vividos pelo setor de varejo de moda na macrorregião: altos encargos tributários. “Hoje existe muito incentivo para os trabalhadores informais de confecção, e isso é louvável, mas não há tanto incentivo para o empresário que abre sua loja diariamente, pagando funcionários, pagando iluminação pública, conta de energia”, relatou.

Segundo a empresária, as altas taxas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acabam interferindo de forma significativa na competitividade de suas mercadorias. “Isso causa uma diferença no valor do produto, e essa diferença a gente tem que repassar para o consumidor, então nós entramos em conflito com os trabalhadores informais. As próprias fábricas não dão mais exclusividade de produtos para o empresário formal”. Os participantes também levantaram a necessidade de incentivar que as pequenas empresas de confecção passem a utilizar melhor as ferramentas de marketing e redes sociais

Rafael Vitor, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, ponderou sobre os altos custos com equipamentos que as empresas menores de confecção não conseguem arcar. “Os equipamentos têm um custo relativamente alto, sobretudo os destinados para cortes têxteis, que constituem as etapas iniciais e cruciais. Tudo acontece de forma manual e isso tem impacto no custo final do produto”, explicou. Ele ainda mencionou a importância de se criar incentivos e benefícios fiscais para investir na capacitação dos produtores e no maquinário.

Teresa Mota, coordenadora da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (RedeNIT-CE) de Sobral destacou a contribuição que a Assembleia pode oferecer no sentido de incentivar ações que possam impulsionar a cooperação entre os pequenos empresários.  “Muitos deles não tem ainda uma visão associativa de trabalho, tudo acaba acontecendo de forma muito individualizada e isso atrapalha o desenvolvimento do setor. É preciso entender que o outro pode ser seu concorrente, mas também é seu parceiro no crescimento”, ponderou.

“A Assembleia quer desenrolar esses gargalos, e tem realmente o poder de criar programas por lei, fazer audiências públicas, criar campanhas, fazer essa articulação com o poder público”, ressaltou Luiza Martins, secretária executiva do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Casa. Ações como trabalhar a capacitação dos microempreendedores e a criação de parcerias com instituições de ensino também foram levantadas pelo encontro e serão apresentadas à Assembleia.

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