Passagem do Move CE pela Grande Fortaleza mobiliza os sete setores econômicos prioritários da macrorregião

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Entre os dias 7 e 9 de junho, o Move Ceará abordou as principais demandas e ações para o desenvolvimento econômico da Grande Fortaleza, composta por 19 municípios.

O último encontro regional realizado pelo projeto da Assembleia Legislativa do Estado Ceará em parceria com a plataforma TrendsCE ocorreu em três cidades diferentes da macrorregião: Fortaleza, no dia 7, Aquiraz, no dia 8, e Paracuru, no dia 9. 

O evento reuniu representações dos sete setores produtivos priorizados pelo projeto e que estão contidos nos estudos revisitados pelo Move Ceará: Agronegócio, Economia do Mar, Turismo, Saúde, Energias Renováveis, Tecnologia da Informação e Logística. O encontro também inclui a escuta do setor de Economia de Moda, realizada especificamente no município de Fortaleza.

Luiza Martins, secretária do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia Legislativa, explicou a divisão da última macrorregião visitada pelo Move CE. “A RMF é muito extensa e com demandas muito específicas. Um setor é mais voltado para a indústria, outro para a agricultura, outro para economia do mar, e por aí vai. Então decidimos segmentar a região para qualificar a discussão dentro dos assuntos prioritários de cada lugar”, esclareceu.

FORTALEZA

Foto: Leomar/ Alece

O fortalecimento da agricultura familiar e a capacitação dos profissionais foram algumas das principais demandas coletadas no primeiro encontro do Move Ceará na macrorregião Grande Fortaleza. O encontro aconteceu no auditório Murilo Aguiar da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

O projeto realizou a escuta de demandas dos setores da agricultura familiar, agronegócio, turismo, hotelaria e economia da moda de Fortaleza e municípios da Região Metropolitana (RMF), como Maracanaú, Caucaia e Pacatuba.

Ricardo Nunes, presidente do Sindicato Rural de Caucaia, esteve presente no encontro e levantou a necessidade do treinamento e capacitação para profissionais da agricultura familiar e do agronegócio não só para Caucaia, mas para todas as regiões do Estado.

“Nosso maior desafio hoje é fazer com que o agricultor veja seu trabalho como um empreendimento que precisa ser cuidadosamente administrado e planejado, e é nesse objetivo que temos focado. Capacitar o trabalhador e qualificar o trabalho pode garantir uma produção mais eficiente e tornar a agricultura um negócio verdadeiramente rentável”, pontuou.

O representante do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro e Similares do Estado (Sintrahortur), Raimundo Fernandes, cobrou a qualificação do trabalhador que ocupa cargo em hotéis, bares, restaurantes e outros espaços semelhantes. “É preciso estímulo para que esses profissionais, por exemplo, deem continuidades aos estudos e ampliem sua visão profissional, algo que impacta diretamente nos serviços que estão oferecendo”, disse.

Heyner Fortunato, da Associação de Stand Up Paddle do Ceará,  salientou que políticas voltadas para a educação dos jovens, no âmbito das escolas públicas, podem contribuir para o desenvolvimento dos negócios voltados para a economia do mar e toda a cadeia produtiva em torno dela: a pesca, o turismo, os esportes, da gastronomia e outros setores.

AQUIRAZ

Foto: Leomar/ Alece

Os setores de Agricultura Familiar, Agronegócio e Turismo foram ouvidos pelo Move CE no município de Aquiraz na quarta, 8 de junho, no segundo dia de encontros do Move Ceará na Grande Fortaleza. O evento reuniu representantes dos municípios de Aquiraz, Eusébio, Pindoretama e Cascavel.

O município de Pindoretama foi representado pelo integrante do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Rocha. Ele relatou que o município conta com uma agricultura familiar bastante diversificada, mesmo com baixo apoio financeiro. Ele sugeriu a criação da Feira da Agricultura Familiar no município.

Fábio Freitas da Costa, que é coordenador administrativo e financeiro da Secretaria da Agricultura e do Meio Ambiente de Pindoretama, comentou sobre a falta de apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) no acompanhamento do agricultor, além das dificuldades de incentivar a agricultura entre a juventude rural, sugerindo o incentivo e o investimento em capacitação para os jovens.

A inserção de jovens na agricultura, de acordo com o secretário de Agricultura, Pesca, Meio Ambiente e Defesa Civil de Cascavel, Vladir Meireles, tem provocado um fenômeno inverso ao êxodo rural, no qual pessoas dessa faixa etária tem retornado ao campo depois de tentativa frustrada de se estabelecer na cidade. Vladir também apontou a necessidade de uma revisão do PPA, já que a pandemia modificou as demandas do setor da agricultura.

José Wahnon, secretário executivo do Turismo de Aquiraz, salientou a necessidade de ampliação de verbas e recursos humanos para fomentar o turismo do município. Wahnon também descreveu como problema a pouca interação entre a secretaria estadual e as secretarias municipais, sugerindo reuniões mais frequentes entre as duas pastas.

PARACURU

Foto: Leomar/Alece

O Move Ceará finalizou a série de encontros com o setor produtivo da macrorregião Grande Fortaleza no município de Paracuru na quinta-feira, 9 de junho. O encontro recebeu lideranças regionais dos setores de agricultura familiar, agronegócio, construção civil e educação.

No encontro, o secretário de Trabalho e Desenvolvimento do município do Trairi, Edmar Júnior, considerou a importância do encontro. “É importante pelo fator de as vozes dos municípios chegarem à Assembleia de forma mais rápida, com um diálogo mais perto dos legisladores do Estado. E que essa voz consiga chegar ao Poder Executivo”.

Macrorregião Grande Fortaleza

A Grande Fortaleza é composta pelos municípios Aquiraz, Caucaia, Cascavel, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Paracuru, Paraipaba, Pindoretama, São Luís do Curu, São Gonçalo do Amarante e Trairi. A Capital é a única cidade do Nordeste que se encontrava entre os dez maiores Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019, com uma participação de 0,91%, o que representava R$ 67,4 bilhões do total do país, de R$ 7,3 trilhões. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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